Radioterapia Adjuvante e de Resgate no Câncer de Próstata: Entenda as Diferenças

Postado em: 04/09/2025

Mesmo após a retirada completa da próstata em casos de câncer, alguns pacientes podem se beneficiar de terapias adicionais para reduzir o risco de recidiva da doença. É nesse cenário que entram a Radioterapia Adjuvante e de Resgate no Câncer de Próstata — abordagens diferentes, mas igualmente importantes no cuidado oncológico.

A cirurgia remove a próstata visível, mas células microscópicas, em casos de margens negativas, ou macroscópicas, em caso de margens positivas, podem permanecer na região da loja prostática ou nos tecidos próximos. Esses focos podem, em meses ou anos, voltar a produzir PSA detectável. Por esse motivo, em muitos casos pode haver uma indicação para tratamento com Radioterapia Após Cirurgia de Próstata”.

Existem dois momentos possíveis para realizar a Radioterapia após cirurgia de próstata: uma de forma mais precoce, assim que o paciente recupera a continência urinária e o PSA ainda está zerado (chamada de radioterapia adjuvante); e quando o PSA volta a subir, normalmente acima de 0,2 ng/dL (chamada de radioterapia de resgate).

Recentemente na literatura, tivemos estudos randomizados publicados que mostram que a estratégia de resgate, comparada à radioterapia adjuvante, seria uma excelente opção em homens que possuem os critérios de inclusão destes estudos. Os estudos que  investigaram esta questão foram o GETUG-AFU 17, RAVES e RADICALS RT, sendo os mesmos agrupados na metanálise prospectiva ARTISTIC. 

É importante destacar que a população com fatores patológicos adversos com alto risco de recorrência (pN1, Gleason 8-10, pT3a ou pT3b ou pT4) foi pouco representada nos estudos e metanálise supracitados (9 a 17% dos pacientes). Assim, a radioterapia adjuvante neste subgrupo de pacientes deve ainda ser discutida, ponderando vantagens, desvantagens e individualizando o caso para cada paciente. 

A radioterapia direciona feixes de radiação apenas à área de risco, causando quebras de DNA nas células cancerosas remanescentes e impedindo que elas se multipliquem. 

Ao mesmo tempo, técnicas modernas como radioterapia de intensidade modulada (IMRT/VMAT) ajustam a dose milimetricamente, preservando bexiga, reto e pele do períneo, o que significa menos efeitos colaterais e menor chance de cicatriz interna que comprometa seu conforto urinário ou sexual.

Em Belo Horizonte, a Dra. Maria Thereza Mansur Starling, radio-oncologista com formação de excelência, oferece um atendimento que alia tecnologia de ponta e individualização do tratamento. 

Hoje você vai conhecer melhor as diferenças entre esses dois tipos de radioterapia, entendendo suas particularidades e indicações!

O que é a radioterapia adjuvante?

A radioterapia adjuvante é indicada quando, logo após a cirurgia, existem fatores de risco que aumentam a probabilidade de retorno do câncer, mesmo que os exames de sangue (como o PSA) estejam indetectáveis. Nesse caso, o objetivo é eliminar células tumorais microscópicas que possam ter ficado na região, reduzindo as chances de recidiva local. 

Essa abordagem deve ser individualizada para aqueles pacientes com alto risco de recidiva, onde ainda se considera que a adjuvância terá um benefício comparado ao resgate

Recentemente na literatura, tivemos estudos randomizados publicados que mostram que a estratégia de resgate, comparada à radioterapia adjuvante, seria uma excelente opção em homens que possuem os critérios de inclusão destes estudos. Os estudos que  investigaram esta questão foram o GETUG-AFU 17, RAVES e RADICALS RT, sendo os mesmos agrupados na metanálise prospectiva ARTISTIC. 

É importante destacar que a população com fatores patológicos adversos com alto risco de recorrência (pN1, Gleason 8-10, pT3a ou pT3b ou pT4) foi pouco representada nos estudos e metanálise supracitados (9 a 17% dos pacientes). Assim, a radioterapia adjuvante neste subgrupo de pacientes deve ainda ser discutida, ponderando vantagens, desvantagens e individualizando o caso para cada paciente. 

O que é a radioterapia de resgate?

A radioterapia de resgate é utilizada quando há sinais de que o câncer voltou após a cirurgia, geralmente identificados pelo aumento do PSA (níveis acima de 0,2 ng/dL é critério de indicação da radioterapia de resgate). A decisão sobre quando iniciar a radioterapia de resgate leva em conta não apenas o valor absoluto do PSA, mas também sua velocidade de crescimento, o tempo desde a cirurgia e características individuais de cada paciente. 

Na prática clínica, a escolha entre “Radioterapia Adjuvante e de Resgate no Câncer de Próstata” deve ser feita de forma personalizada, considerando o risco de progressão da doença e os possíveis efeitos colaterais. 

Estudos recentes mostram que, para alguns pacientes, adiar a radioterapia até o primeiro sinal de recidiva (estratégia de resgate precoce) pode trazer resultados semelhantes à adjuvante, com menor exposição a efeitos adversos. Detalhamos mais sobre isso no parágrafo acima, mas é importante destacar que esta é uma estratégia segura e validada em pacientes com perfil semelhante aos incluídos nos estudos. 

Assim, em pacientes com múltiplos fatores de risco, a abordagem adjuvante ainda pode oferecer benefícios, sendo cada caso individualizado e discutido também com outros profissionais envolvidos no cuidado, como oncologistas e urologistas.

Como funciona a radioterapia adjuvante e de resgate no câncer de próstata?

A radioterapia, seja adjuvante ou de resgate, utiliza feixes de radiação altamente direcionados para destruir células tumorais remanescentes. 

Com técnicas modernas, como a radioterapia de intensidade modulada (IMRT/VMAT) e o controle diário da posição do paciente, é possível entregar doses elevadas de forma precisa, poupando estruturas sensíveis próximas, como a bexiga e o reto. 

Isso contribui para menor incidência de complicações urinárias e intestinais, além de preservar a qualidade de vida.

Qual a importância de uma abordagem multidisciplinar no tratamento do câncer de próstata?

É importante lembrar que o tratamento não se limita à aplicação da radiação

O acompanhamento multidisciplinar, que pode incluir fisioterapia pélvica, apoio nutricional e suporte psicológico, desempenha papel fundamental na recuperação e no manejo de possíveis efeitos colaterais, como incontinência urinária e disfunção erétil. 

Quanto mais integrado for o cuidado, maiores as chances de manter bem-estar e funcionalidade no longo prazo.

Na visão da Dra. Maria Thereza, a comunicação clara com o paciente é essencial. Isso significa explicar em detalhes o motivo da indicação, as expectativas de resultado e as estratégias para minimizar impactos. 

Seu diferencial está em unir conhecimento científico sólido, adquirido em instituições de referência nacional e internacional, com um atendimento humano e acolhedor, que considera não apenas a doença, mas toda a trajetória de vida do paciente.

Se você foi operado e está em dúvida entre a radioterapia adjuvante e de resgate no câncer de próstata, buscar a avaliação de um radio-oncologista experiente é fundamental. 

Entre em contato, agende seu horário com a Dra. Maria Thereza e venha conversar sobre os melhores caminhos para você!

Dra. Maria Thereza Starling

Rádio-Oncologista

CRM SP-186315 | RQE 99118

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Dra. Maria Thereza Starling
CRM: 186315/SP
RQE: 99118 – Radioterapia


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