Radioterapia Após Cirurgia de Próstata: Quando É Indicada?
Postado em: 09/09/2025
A Radioterapia Após Cirurgia de Próstata, quando bem indicada, pode controlar a doença residual, preservar continência urinária e vida sexual e reduzir drasticamente o risco de recidiva.

Neste artigo, você vai compreender por que, quando e como essa etapa complementar pode fazer a diferença!
Por que a radioterapia após cirurgia de próstata ainda pode ser necessária?
A cirurgia remove a próstata visível, mas células microscópicas, em casos de margens negativas, ou macroscópicas, em caso de margens positivas, podem permanecer na região da loja prostática ou nos tecidos próximos.
Esses focos podem, em meses ou anos, voltar a produzir PSA detectável. Por esse motivo, em muitos casos pode haver uma indicação para tratamento com “Radioterapia Após Cirurgia de Próstata”.
Existem dois momentos possíveis para realizar a Radioterapia após cirurgia de próstata: uma de forma mais precoce, assim que o paciente recupera a continência urinária e o PSA ainda está zerado (chamada de radioterapia adjuvante); e quando o PSA volta a subir, normalmente acima de 0,2 ng/dL (chamada de radioterapia de resgate).
Recentemente na literatura, tivemos estudos randomizados publicados que mostram que a estratégia de resgate, comparada à radioterapia adjuvante, seria uma excelente opção em homens que possuem os critérios de inclusão destes estudos.
Os estudos que investigaram esta questão foram o GETUG-AFU 17, RAVES e RADICALS RT, sendo os mesmos agrupados na metanálise prospectiva ARTISTIC.
É importante destacar que a população com fatores patológicos adversos com alto risco de recorrência (pN1, Gleason 8-10, pT3a ou pT3b ou pT4) foi pouco representada nos estudos e metanálise supracitados (9 a 17% dos pacientes).
Assim, a radioterapia adjuvante neste subgrupo de pacientes deve ainda ser discutida, ponderando vantagens, desvantagens e individualizando o caso para cada paciente.
A radioterapia direciona feixes de radiação apenas à área de risco, causando quebras de DNA nas células cancerosas remanescentes e impedindo que elas se multipliquem.
Ao mesmo tempo, técnicas modernas como radioterapia de intensidade modulada (IMRT/VMAT) ajustam a dose milimetricamente, preservando bexiga, reto e pele do períneo, o que significa menos efeitos colaterais e menor chance de cicatriz interna que comprometa seu conforto urinário ou sexual.
Quando exatamente a radioterapia após cirurgia de próstata é indicada?
Existem dois cenários principais em que esse tratamento é considerado. O primeiro é o adjuvante, que foi citado e explicado na seção anterior. Nessas situações, a radioterapia se inicia semanas após a recuperação cirúrgica, antes mesmo de o PSA subir, com o objetivo de erradicar a doença microscópica.
O segundo caso é o de resgate, usado quando o PSA volta a subir depois de um período de normalidade.
Estudos recentes mostram que iniciar o tratamento de resgate assim que o PSA ultrapassa 0,2 ng/mL aumenta significativamente o controle oncológico.
A decisão final leva em conta particularidades do paciente e da doença, idade, comorbidades, tempo desde a cirurgia e velocidade de elevação do PSA, e tudo será discutido de forma conjunta nas consultas.
Qual a diferença entre radioterapia externa e braquiterapia de resgate?
A braquiterapia de alta taxa de dose é uma excelente opção estudada em centros de referência para recidiva intra-prostática, com excelentes taxas de controle local e menor toxicidade comparado às outras alternativas, como SBRT e prostatectomia radical, segundo o maior nível de evidência disponível na literatura, a metanálise MASTER. (Valle LF, et al., Eur Urol. 2021 Sep;80(3):280-292.).
Nessa técnica, cateteres finos introduzem uma fonte radioativa temporária diretamente no leito prostático, liberando dose alta e circunscrita em poucos minutos.
A Dra. Maria Thereza Mansur Starling concluiu, em 2024, um fellowship dedicado a essa modalidade na Western University, no Canadá, trazendo essa expertise para avaliar de forma objetiva se você se beneficiaria dessa alternativa ou se a radioterapia externa continua sendo sua melhor escolha.
Como é o tratamento e o que você sente no dia a dia?
O planejamento começa com tomografia ou ressonância de alta resolução e, quando bem indicado, PET PSMA para estadiamento.
Depois, você realiza sessões diárias de segunda a sexta-feira, durando cerca de quinze minutos cada, por quatro a seis semanas.
Durante o feixe, você não sente nenhum desconforto, nem dor, calor ou formigamento. Os efeitos colaterais mais comuns são aumento temporário da frequência urinária e leve irritação retal, controlados com hidratação, dieta pobre em condimentos e, se necessário, medicação tópica.
Grande parte dos pacientes continua trabalhando e fazendo exercício leve; juntos, ajustamos qualquer cuidado extra, como fisioterapia do assoalho pélvico para proteger continência e função erétil.
Caminhos de recuperação e acompanhamento a longo prazo
Após concluir as sessões, agendamos consultas periódicas para monitorar o PSA, ajustar eventuais sintomas tardios e discutir estratégias de reabilitação sexual e física.
Programas de exercício supervisionado, nutrição balanceada e acompanhamento psicológico podem integrar o cuidado, garantindo que a radioterapia seja parte de uma trajetória de saúde plena.
Por que procurar a Dra. Maria Thereza?
A Dra. Maria Thereza Mansur Starling atua em Belo Horizonte, no Hospital Madre Teresa, na avenida Raja Gabáglia, nº. 1002, bairro Gutierrez.
Sua formação inclui residência na Beneficência Portuguesa de São Paulo, título de especialista pela SBRT, tendo atuado no ICESP-FMUSP, e assistência no Hospital Sírio-Libanês.
Esse percurso garante domínio de protocolos baseados em evidências e uma prática acolhedora, centrada em ouvir suas metas, dúvidas e inseguranças.
Além disso, a Dra. trabalha com radioterapia externa de última geração e, em casos selecionados, com a braquiterapia, oferecendo precisão sub-milimétrica.
Se você deseja entender melhor o tratamento de radioterapia após cirurgia de próstata, agende uma consulta com a Dra. Maria Thereza Mansur Starling, especialista em radio-oncologia!
Rádio-Oncologista
CRM SP-186315 | RQE 99118
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Dra. Maria Thereza Starling
CRM: 186315/SP
RQE: 99118 – Radioterapia