Radioterapia no Câncer de Bexiga: Benefícios e Limitações

Postado em: 27/10/2025

O câncer de bexiga é uma neoplasia que pode se apresentar de forma superficial ou invasiva, e sua abordagem terapêutica depende diretamente da extensão da doença, do estágio clínico e das condições gerais do paciente. Embora a cirurgia seja frequentemente indicada em estágios avançados, a Radioterapia no Câncer de Bexiga também pode desempenhar um papel essencial tanto em tratamentos curativos quanto em contextos de preservação da bexiga. 

Em Belo Horizonte, a Dra. Maria Thereza Mansur Starling, radio-oncologista com formação de excelência e expertise em técnicas modernas como a braquiterapia, oferece esse cuidado no Hospital Madre Teresa, unindo tecnologia de ponta e acolhimento humano.

A seguir, conheça os benefícios e limitações da radioterapia no câncer de bexiga!

Como funciona a radioterapia no câncer de bexiga?

A radioterapia utiliza radiações ionizantes direcionadas à pelve para destruir células tumorais no interior da bexiga e regiões vizinhas. 

No nível celular, a radiação causa danos ao DNA das células tumorais. Como essas células têm menor capacidade de se reparar, elas param de se multiplicar e morrem ao longo do tempo. Em muitos casos, utiliza-se quimioterapia, no mesmo período da radioterapia, para aumentar a sensibilidade do tumor ao tratamento e melhorar o controle local.

Com o avanço das técnicas, como a radioterapia conformada e a intensidade modulada (IMRT/VMAT), é possível moldar os feixes de radiação, atingindo o tumor de maneira mais precisa e poupando estruturas próximas, como intestino e reto.

Quando a radioterapia é indicada

A radioterapia no câncer de bexiga pode ser utilizada em diferentes cenários. Confira!

Preservação da bexiga

A radioterapia pode ser usada como tratamento curativo em pacientes com doença localizada que desejam evitar a retirada completa da bexiga ou que não têm condições para essa cirurgia. 

A estratégia de preservação da bexiga, também chamada de terapia trimodal, combina: (1) ressecção transuretral máxima do tumor da bexiga, (2) radioterapia e (3) quimioterapia. 

Em pacientes bem selecionados, com tumor único em estágios T2 a T3, boa função da bexiga, possibilidade de ressecção ampla, ausência de hidronefrose e ausência de carcinoma extenso, essa estratégia alcança altas taxas de controle local e preserva a bexiga funcional, deixando a cirurgia de resgate para casos de falha.

Radioterapia adjuvante 

Outra indicação é no contexto adjuvante, após procedimentos cirúrgicos, quando há risco aumentado de recidiva local. 

Um estudo importante sobre o papel da adjuvância no câncer de bexiga foi apresentado no Congresso Americano de Radioterapia de 2025, mostrando benefício em termos de controle local. 

Entretanto, este é um estudo que foi realizado antes do emprego de imunoterapia neste contexto. Assim, a indicação neste cenário deve ser discutida, levando em consideração fatores como risco de recidiva local e acesso à imunoterapia. 

Radioterapia de resgate e paliativa

Em casos de recidiva não passíveis de nova cirurgia, a radioterapia de resgate pode oferecer controle da doença. 

Em estágios avançados ou metastáticos, a modalidade também pode ser usada com finalidade paliativa, ajudando a aliviar sintomas como dor, sangramento e obstrução urinária, melhorando a qualidade de vida.

Benefícios do tratamento

Entre os principais benefícios da radioterapia no câncer de bexiga está a possibilidade de preservar o órgão em determinados pacientes, evitando a necessidade imediata de cistectomia (retirada da bexiga). 

Isso contribui para manutenção da função urinária e, em alguns casos, da função sexual. 

Além disso, o tratamento é ambulatorial, indolor e não exige internação, o que favorece a continuidade das atividades cotidianas.

Limitações e efeitos colaterais

Apesar dos avanços, a radioterapia pode provocar efeitos colaterais, geralmente relacionados à região tratada.  

Efeitos agudos (acontecem durante e até 3 meses após a radioterapia) podem incluir: irritação urinária, urgência miccional, diarreia e fadiga. 

A longo prazo, podem ocorrer alterações na capacidade de armazenamento da bexiga ou rigidez dos tecidos ao redor. 

No entanto, técnicas modernas de planejamento e acompanhamento multidisciplinar reduzem esses riscos.

O sucesso da radioterapia depende de fatores como o estágio do tumor, o estado geral do paciente e a adesão ao tratamento combinado, quando indicado. Por isso, a decisão deve ser sempre individualizada.

Cuidado multidisciplinar e recuperação

O tratamento radioterápico para câncer de bexiga deve ser acompanhado por uma equipe multiprofissional

Nutricionistas, fisioterapeutas pélvicos e psicólogos podem atuar para reduzir efeitos colaterais, manter a função urinária e melhorar a adaptação do paciente durante e após o tratamento. 

A integração dessas práticas potencializa os resultados oncológicos e de qualidade de vida.

A radioterapia no câncer de bexiga é uma ferramenta fundamental em diferentes casos, podendo oferecer benefícios importantes em termos de preservação do órgão e qualidade de vida. Em Belo Horizonte, pacientes podem contar com a Dra. Maria Thereza Mansur Starling no Hospital Madre Teresa, na Avenida Raja Gabaglia, 1002. Com expertise internacional em técnicas modernas de radioterapia, ela oferece um cuidado individualizado, embasado nas melhores evidências científicas.

Você recebeu a indicação para tratamento com radioterapia? Entre em contato e agende uma consulta com a Dra. Maria Thereza!

Dra. Maria Thereza Starling

Rádio-Oncologista

CRM SP-186315 | RQE 99118

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Dra. Maria Thereza Starling
CRM: 186315/SP
RQE: 99118 – Radioterapia


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