Radioterapia no Câncer de Endométrio: Quando é Indicada?
Postado em: 25/09/2025
O câncer de endométrio é o tipo mais comum de câncer ginecológico nos países desenvolvidos e, felizmente, quando diagnosticado precocemente, apresenta altas taxas de cura. Apesar de a cirurgia ser o tratamento inicial na maioria dos casos, a Radioterapia no Câncer de Endométrio tem um papel importante em determinadas situações, ajudando a reduzir o risco de recidiva da doença e a controlar tumores localmente avançados.

Se você ou alguém próximo recebeu esse diagnóstico, entender quando a radioterapia é indicada, quais as modalidades utilizadas e como lidar com os possíveis efeitos colaterais é fundamental para participar ativamente das decisões sobre o tratamento.
A seguir, confira os principais detalhes sobre esse tratamento!
Radioterapia externa para câncer de endométrio
A radioterapia externa, também chamada de teleterapia, utiliza feixes de radiação direcionados de fora do corpo para a pelve.
Essa modalidade é recomendada principalmente em casos de câncer de endométrio com risco intermediário ou alto de recorrência após a cirurgia, como quando há invasão profunda do miométrio, comprometimento linfovascular ou linfonodos pélvicos afetados.
O objetivo é destruir possíveis células tumorais microscópicas que possam ter permanecido na pelve após a retirada do útero.
Estudos baseados em diretrizes internacionais demonstram que a radioterapia externa pode reduzir significativamente o risco de recidiva local e melhorar o controle da doença em longo prazo.
Além do contexto pós-operatório, a radioterapia externa também pode ser utilizada quando o tumor não é operável devido a condições clínicas da paciente ou quando está em estágio mais avançado, comprometendo estruturas vizinhas.
Braquiterapia (radioterapia interna) para câncer de endométrio
A braquiterapia é uma forma de radioterapia em que a fonte de radiação é colocada dentro da vagina, próxima ao local onde havia o tumor.
Essa técnica é especialmente útil para tratar a região da cúpula vaginal, onde o câncer de endométrio pode voltar com mais frequência.
Na prática clínica, a braquiterapia pode ser indicada isoladamente em pacientes com menor risco de recidiva, ou em combinação com a radioterapia externa em casos de risco mais alto. O tratamento é feito em sessões rápidas, geralmente em regime ambulatorial, e com planejamento cuidadoso por meio de exames de imagem.
Estudos recentes mostram que a braquiterapia tem a vantagem de ser altamente direcionada, oferecendo boa eficácia com menor toxicidade, já que preserva órgãos vizinhos como bexiga e reto.
Possíveis efeitos colaterais da radioterapia no câncer de endométrio
Os efeitos colaterais da radioterapia podem variar de acordo com a modalidade utilizada, a dose total e as características de cada paciente.
Durante o tratamento, é comum que ocorram fadiga, alterações intestinais como diarreia, e sintomas urinários como aumento da frequência ou ardência ao urinar.
A pele da região irradiada também pode ficar mais sensível.
Em longo prazo, algumas mulheres podem apresentar ressecamento vaginal, estreitamento do canal vaginal ou alterações intestinais mais persistentes.
Por isso, o acompanhamento multidisciplinar é essencial. Fisioterapia pélvica, orientação sexual, suporte nutricional e acompanhamento psicológico podem minimizar esses impactos e favorecer a qualidade de vida após o tratamento.
Vale lembrar que a maioria dos efeitos colaterais é temporária e que os benefícios da radioterapia, quando bem indicada, superam os riscos, especialmente em relação à redução das chances de recidiva da doença.
Perguntas frequentes
A radioterapia sempre é necessária no câncer de endométrio?
Não. Pacientes com tumores iniciais e de baixo risco podem ser tratadas apenas com cirurgia, sem necessidade de radioterapia.
Quanto tempo dura o tratamento com radioterapia externa?
Em média, são necessárias de 4 a 6 semanas de sessões diárias, de segunda a sexta-feira.
A braquiterapia dói?
O procedimento pode causar algum desconforto, mas é feito com analgesia adequada, sendo bem tolerado pela maioria das pacientes.
Posso engravidar após o tratamento?
Como a cirurgia envolve a retirada do útero, a gestação natural não é possível.
A radioterapia afeta outros órgãos da pelve?
Pode haver impacto em órgãos como reto e bexiga, mas o planejamento moderno reduz significativamente esse risco.
É possível trabalhar durante o tratamento?
Muitas pacientes conseguem manter suas atividades habituais, embora seja comum sentir mais cansaço ao longo das semanas.
O acompanhamento após o tratamento é importante?
Sim. Consultas regulares são fundamentais para monitorar possíveis efeitos colaterais tardios e identificar precocemente sinais de recidiva.
A Dra. Maria Thereza Mansur Starling é radio-oncologista com formação internacional de excelência, aliando experiência, expertise técnica e um atendimento sempre humanizado na condução da radioterapia no câncer de endométrio.
Se você recebeu indicação para esse tipo de tratamento, venha conversar! É só entrar em contato para marcar seu horário.
Rádio-Oncologista
CRM SP-186315 | RQE 99118
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Dra. Maria Thereza Starling
CRM: 186315/SP
RQE: 99118 – Radioterapia