Tire suas dúvidas sobre radioterapia e braquiterapia. Veja as perguntas mais frequentes respondidas pela Dra. Maria Thereza Starling, médica radio-oncologista com formação especializada.

Sim. Em muitos casos de câncer de próstata localizado, a radioterapia é uma alternativa curativa à cirurgia. Com técnicas modernas como IMRT ou SBRT, é possível tratar o tumor com alta precisão, preservando a próstata e com boa manutenção da qualidade de vida.

A perda de memória não é uma consequência comum, mas pode ocorrer em alguns casos, especialmente quando grandes áreas cerebrais são tratadas. Felizmente, com técnicas como radioterapia conformada e radiocirurgia, o risco de efeitos cognitivos é reduzido por meio da proteção das áreas mais sensíveis.

Sim. A radioterapia é uma excelente opção para tratar tumores de pele localizados em áreas delicadas, como face, nariz e orelhas. Ela permite eliminar o tumor com alta taxa de controle e preservação estética, sendo ideal para pacientes que não podem ou não desejam operar.

Sim, dependendo da localização e do volume tratado, a radioterapia pélvica pode afetar a fertilidade. Por isso, mulheres em idade fértil devem discutir opções de preservação com a equipe médica antes de iniciar o tratamento, especialmente em tumores ginecológicos.

Na Radioterapia do Aparelho Urinário, pode haver efeitos urinários temporários, como aumento da frequência ou leve ardência ao urinar, principalmente quando a bexiga está próxima à área tratada. No entanto, com técnicas modernas como IMRT, esses efeitos são controláveis e geralmente transitórios.

Nem todos os tumores exigem radioterapia, mas ela pode ser indicada em diferentes fases do tratamento: antes da cirurgia (neoadjuvante), após (adjuvante), como tratamento principal ou para controle de sintomas. A indicação depende do tipo, estágio e localização do tumor

A radioterapia pós-cirúrgica ou adjuvante tem como objetivo eliminar células tumorais residuais microscópicas que possam ter permanecido na região operada, reduzindo o risco de recidiva local. Ela é planejada com base nos resultados da cirurgia e no perfil do tumor.

Sim. A radioterapia é muito eficaz no alívio de sintomas como dor óssea, sangramentos, compressões neurológicas e desconfortos provocados por metástases. Ela melhora a qualidade de vida, mesmo em situações avançadas, e pode ser realizada em poucas sessões.

Sim. Em casos bem selecionados, especialmente em tumores localizados, a braquiterapia apresenta taxas de controle da doença superiores a 90% em 10 anos. É uma opção segura, com boa preservação urinária e sexual, quando indicada adequadamente.

Sim, na maioria dos casos. Ela é essencial para alcançar altas doses no tumor com segurança. A ausência da braquiterapia, segundo estudos, reduz significativamente as chances de cura em cânceres localmente avançados do colo do útero.

Normalmente não, mas esta resposta depende da extensão do tumor, já que a radioterapia pode deixar a área fibrótica. Mas por ser um tratamento não cirúrgico, a braquiterapia não exige cortes e, portanto, não deixa cicatriz cirúrgica. É ideal para áreas visíveis, como rosto e orelhas, pois proporciona bom controle do tumor e excelente resultado estético.